O Sábado
do Logos
Entre o silêncio de Deus e a fidelidade humana
Aperte o play. Em pouco mais de um minuto, o vídeo abre a porta do quarto onde este livro nasceu: um leito de hospital, a cidade acesa lá fora e uma frase que atravessa tudo — há dores para as quais toda explicação chega como ofensa. É desse sábado silencioso, entre a cruz e a ressurreição, que o livro trata.

Vídeo de apresentação · “O Sábado do Logos”
Existem dores para as quais qualquer explicação chega como ofensa. O que essas dores pedem não é resposta. É reconhecimento.
Role a página e vire as folhas

“Este é um livro escrito no espaço entre a palavra e o silêncio.”
— do PrefácioO Sábado do Logos
Entre o silêncio de Deus e a fidelidade humana
Jonas Cádimo
- Prefácio — Antes da Sexta-Feira11
- Introdução — Como este livro foi pensado13
- I · A Sexta-Feira do Ego e a Queda do Sentido15
- II · O Sábado do Logos39
- III · O Silêncio de Deus63
- IV · O Domingo que Não Apaga a Sexta-Feira73
- V · A Vida Depois da Ressurreição83
- VI · Ficar sem Fechamento89
- Epílogo — A fé que sobra quando tudo já foi dito95
- Glossário · Referências · Sobre o autor101
Ao meu mano, cuja vida foi atravessada por uma ruptura que não pediu permissão e não ofereceu explicações.
Conviver com o seu corpo ferido, com o tempo que passou a andar em outro ritmo, com uma permanência que não se parece com vitória, me ensinou mais sobre fé do que muitas respostas bem formuladas.
Aprendi que o tempo pode deixar de ser promessa e continuar sendo casa. Aprendi que há uma coragem que não aparece como superação, mas como continuidade.
Antes da Sexta-Feira
Este livro não nasceu da vontade de explicar o sofrimento. Nasceu de uma constatação simples: existem dores para as quais qualquer explicação chega como ofensa.
O que essas dores pedem não é resposta. É reconhecimento.
A tradição cristã aprendeu a atravessar a sexta-feira muito depressa para chegar ao domingo. O sábado — o dia em que nada acontece — virou apenas uma pausa entre a cruz e o sepulcro vazio.
A Sexta-Feira do Ego e a Queda do Sentido
O Grito na Cruz
não uma citação bonita, mas um acontecimento real
“Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?”
Essa frase não explica nada. Ela desorganiza. Não fecha um raciocínio, não aponta para um final feliz visível.
O grito aparece quando aquele que dá sentido ao mundo já não consegue dar sentido ao que está vivendo.
O cristianismo só continua honesto se levar a sério o momento em que aquele que dá sentido ao mundo para de explicar.
A fé é uma relação. O sentido é uma estrutura.
Na cruz, o fio continua — Jesus ainda diz “meu Deus”. O que desaba é o mapa.
Quando falar é violência
Calo-me
não por falta de fé,
mas por excesso de ferida.
Se falo, traio o que vivi.
Se explico, simplifico.
Aceita, Deus,
este silêncio mal acabado
como a única oração
que ainda não me fere.
São seis movimentos, salmos autorais, um glossário e mais de cem páginas para quem precisa de companhia — e não de respostas prontas.
Continuar a leitura na AmazonPara quem está no sábado — e não aguenta mais ser empurrado para o domingo.
Para quem vive um luto que não passa
E cansou de ouvir que “tudo tem um propósito” antes mesmo de conseguir respirar.
Para quem tem fé, mas perdeu as palavras
Não deixou de crer — deixou de conseguir explicar. O livro chama isso de fé sem palavras.
Para quem acompanha alguém ferido
Familiares e cuidadores que ficam ao lado de uma vida que não voltou a ser como era.
Para pastores, líderes e quem escuta
Um capítulo inteiro sobre como acompanhar alguém em silêncio, sem apressar o domingo.
A fé é uma relação.
O sentido é uma estrutura.
Na cruz, Jesus não perde a fé. Ele perde a explicação. O fio continua — ele ainda diz “meu Deus”. O que desaba é o mapa.
Seis movimentos, da sexta-feira ao dia comum.
Cada parte se recusa a empurrar o leitor para a frente, porque a pressa — inclusive a pressa piedosa — é uma das formas mais eficientes de abandonar alguém.
- ISexta-feira
A Sexta-Feira do Ego e a Queda do Sentido
O grito na cruz, a fé sem palavras e o momento em que as imagens de Deus morrem.
- IISábado
O Sábado do Logos
O tempo que não passa, Deus no subsolo, a vigília sem espera e o ficar como último ato de fé.
- IIISábado
O Silêncio de Deus
Um silêncio que não corrige e um Deus que não tem pressa de ser entendido.
- IVDomingo
O Domingo que Não Apaga a Sexta-Feira
Ressurreição não é voltar ao que era: o corpo ferido e a esperança sem euforia.
- VDepois
A Vida Depois da Ressurreição
O dia comum como lugar de Deus e a espiritualidade do pouco.
- VIDepois
Ficar sem Fechamento
A fé como vínculo, não como explicação. Deus como companhia — e a comunidade dos que ficam.
Um livro escrito entre a palavra e o silêncio.
- Três caminhos que se cruzam — a teologia da cruz, uma leitura bíblica honesta com suas tensões e a escuta clínica do trauma.
- Salmos e interlúdios autorais — para o ponto em que o argumento não alcança mais e só a linguagem simples consegue dizer o que falta.
- Linguagem acessível — nada depende de você conhecer teologia ou psicanálise de antemão. Há glossário ao final.
- Diálogo com grandes autores — Lutero, Calvino, Moltmann, Freud, Winnicott e Van der Kolk, todos com edição brasileira.
Antes de começar a leitura
Preciso ter um Kindle para ler?
Não. O eBook pode ser lido no aplicativo gratuito Kindle, disponível para celular, tablet e computador, além dos próprios leitores Kindle.
Preciso conhecer teologia ou psicanálise?
Não. Termos como Logos, kenosis e derrelição são explicados na frase seguinte em que aparecem, e o livro traz um pequeno glossário ao final.
É um livro de autoajuda ou de respostas?
Não. O próprio autor avisa: o livro não oferece saída, oferece companhia. Ele recusa o final forçado e o consolo apressado.
Em que tradição o livro se apoia?
Na teologia da cruz (de Lutero a Jürgen Moltmann), em uma leitura bíblica que não força as tensões dos evangelhos e na escuta clínica do trauma (Freud, Winnicott, Bessel van der Kolk).
Ele não oferece saída.
Oferece companhia.
